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Origens do Samba: Escolas de Samba, onde surgiram?

Origens do Samba

Carnaval na Avenida Central, atual avenida Rio Branco, por Augusto Malta (c. 1906)

Sem samba não haveria carnaval, ou não da forma como o conhecemos. Todo esse conjunto de emoções que se relacionam ao samba, igualmente, não existiria. Além disso, também não haveria desfile na Sapucaí nem na Anhembi, roda de boteco, show de mulatas, chorinho e, porque não dizer, nem mesmo a Apito de Mestre!

Ou seja, sem samba, o mundo seria um lugar mais triste. E a gente pensa assim porque está tão acostumado a gostar de samba que não percebe (nem deveria) como esse ritmo, melhor dizendo, cultura, faz parte de nossas vidas. O samba está em todos os lugares.

Mas, se é pra falar de samba, não tem como não falar delas, emblemáticas, significativas, colossais e encantadoras: as escolas de samba. Agora, uma coisa é certa, nem sempre o espetáculo teve as proporções que conhecemos atualmente. Hoje, então, vamos dar uma olhada onde e como surgiram as escolas de samba?

As origens

O samba nasceu na Bahia (não no Rio, como muita gente acredita). As escolas sim, aparecem como bloco, um produto das modificações e transformações culturais que tiveram lugar na forma como os cariocas celebravam seu carnaval. Para dar uma data concreta, foi ali pela década de 20 que se tem registro do surgimento da primeira escola.

Um passinho atrás no tempo, é importante dizer que o samba nem sempre esteve associado a carnaval. A folia já era antiga, mas o que se conhece como o ‘primeiro samba carnavalesco’ botou os pés desse ritmo tão brasileiro em 1917. O nome da música é “Pelo Telefone” que você pode conferir neste vídeo  na sua versão original ou dar uma espiada na canção na voz de Chico Buarque e Donga.

Ok, mas voltemos às escolas de samba. Depois do sucesso de Pelo Telefone, o ritmo não parou mais. Continuou sua penetração nas camadas mais populares com uma intensidade suficiente para que espalhasse por vários lugares da capital carioca. E, nessa proliferação, onde o samba foi parar? No bairro do Estácio.

Foi ali que a turma do Ismael Silva, entre eles Bide e Nilton bastos, começou a dar uma nova cadência pro ritmo, deixando-o mais fácil de dançar e de ser reproduzido nos desfiles dos blocos nas ruas. É o que ficou conhecido como ‘samba de sambar’. Do Estácio, foi se espalhando para outros lugares até chegar em bairros como a Mangueira, Salgueiro e Oswaldo Cruz.

Nesse ziriguidum todo, oficialmente, surge o que se considera a primeira escola de samba que se tem conhecimento, a Deixa Falar. Na verdade, como tudo no samba costuma gerar um pouco de polêmica (como as origens do ritmo), também há controvérsias de blocos anteriores que se auto-denominavam como escolas. Mas, pros registros, vale a “Deixa”.

O nome escola vem da proximidade da Escola Normal, que ficava pertinho da Deixa Falar. A brincadeira toda diz que, na Normal, o povo aprendia pra ser mestres e na Deixa, aprendia para ser professor também, só que de samba. De fato, escola que é escola existe para ensinar. As de samba não poderiam ser diferentes e formavam, só que músicos.

Daí pra frente, o movimento se ampliou e, em 20 de janeiro de 1929, foi organizado o primeiro concurso de sambas. Nesse tempo, os desfiles aconteciam perto da Praça Onze, no centro do Rio de Janeiro. E quem estava lá? O Conjunto Carnavalesco de Oswaldo Cruz, que viria a se tornar o que é a Portela, e o bloco Estação Primeira, mundialmente conhecido hoje como a Estação Primeira de Mangueira.

De nossa parte, gostaríamos de agradecer à história do samba e às suas origens. Existimos por causa do samba, existimos para o samba. É pelo amor ao ritmo mais brasileiro de todos que levamos a alegria em diversos formatos - rodas de boteco, chorinho, show de passistas, entre outros, a eventos comemorativos e onde quer que sejamos chamados para compartilhar alegria.

O samba de raiz, sua história e porque esse ritmo tem tudo a ver com sua celebração

Para sermos precisos e começar com um fato histórico: a primeira vez que o termo “samba” apareceu em algum lugar foi em uma revista chamada ‘O Carapuceiro’, distribuída em Pernambuco, mais exatamente em fevereiro de 1838. O texto, de Miguel do Sacramento Lopes Gama, dizia o seguinte:

“Aqui pelo nosso mato,

Qu'estava então mui tatamba,

Não se sabia outra coisa

Senão a Dança do Samba.”

 

Roda de samba raiz

 

Acontece que o tal do ‘samba’ servia para definir vários tipos de músicas, semelhantes, mas com pequenas diferenças de instrumentos, ritmo e letras. Do Maranhão até São Paulo, havia um monte de parentes próximos, eram todos sambas, no final das contas. Era o (ou ‘os’) samba nascendo e se desenvolvendo.

Samba de Raiz

Agora, já entrando especificamente no assunto principal deste artigo, como era isso de Samba de Raiz mesmo? Bem, o caso é que não existe um único tipo de samba raiz, o que seria um estilo específico foi sendo desenvolvido por diferentes artistas, em diferentes momentos, cada um à sua maneira.

Então, quer dizer que o Samba de Raiz teve diferentes representantes, em diferentes momentos, e de diferentes formas? Exatamente. Se essa afirmação acabou lhe confundindo, vamos detalhar alguns representantes de cada momento pra dar uma melhor ideia. Digamos que você pergunte para gerações diferentes ‘quem representa o samba de raiz?’, você provavelmente vai escutar as seguintes respostas:

Para seus avós. Para essa geração mais das antigas, a resposta vai passar por Cartola, Noel Rosa, Antônio Candeia, Nelson Sargento, Adoniram Barbosa, dentre outros. É o famoso Samba Raiz da velha guarda!

Para seus pais. Adiantando um pouco o relógio do tempo, se a gente perguntar para a geração na faixa dos 40 anos pra cima, já vamos escutar algumas outras referências como Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Demônios da Garoa, Fundo de Quintal… e a lista segue.

Para a geração mais atual. Um pouco abaixo dos 40 - naturalmente, isso pode variar um pouco :) - vão entrar artistas como Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal (de novo!), Alcione, Almir Guineto e etc.

Sua celebração + Samba de Raiz ao Vivo + Apito de Mestre

Resumindo: no final das contas, cada geração elege os representantes do que seria o samba de raiz. E, a partir desse entendimento, a gente pode perceber que o samba de raiz cai bem para qualquer público.

Qualquer público, mesmo? Exatamente. É só contratar uma banda que possa se adaptar aos convidados do seu evento e tocar só o repertório que conecte com suas emoções e lembranças.

Pra dar uma melhor noção disso, deixa a gente te mostrar uma coisa, como a Apito de Mestre se adapta a seu público e evento, dá uma olhada nos clássicos do samba que podemos tocar em seu evento (não deixe de escutar a playlist!)

O verdadeiro samba de raiz ao vivo é feito por uma roda de samba de primeira. E nisso, a gente, da Apito de Mestre, pode dizer que temos o maior prazer em criar um ambiente autenticamente de raiz com nossa roda de samba e pagode (termo utilizado pelos bambas, que hoje se usa pagodinho mela cueca). Confira nossos vídeos de apresentações ao vivo para ver nosso grupo em ação.

Entendeu porque o samba de raiz tem tudo a ver com seu evento? Nada melhor do que poder contar com uma atração capaz de agradar, literalmente, a todo mundo. E parabéns por ter chegado ao final deste artigo, isso significa que você entendeu as variações do samba de raiz através dos tempos e já sabe com quem falar para animar seu evento :). Aquele abraço e até o próximo artigo!

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